terça-feira, 30 de junho de 2026

BIBLIOGRAFIA (Activa) e os Blogs («Alcança quem não cansa»)


 




MAPA - RESUMO

 BIBLIOGRAFIA (Ordem cronológica) - DEDICATÓRIAS




Blogs utilizados:


Início: Setembro de 2023.
Situação actual: Desactivado em Março deste ano; a partir de 01-07-2026 vai ser "extinto" e todos os "posts" publicados vão desaparecer!...




Início: Fevereiro de 2026.
Situação actual: Activo. Nota: Perante a "extinção" do Sapo Blog, foi feita a tempestiva transferência de todos os posts publicados (mais de quatro centenas). Deste modo, o  BLOGSPOT da plataforma Blogger é, pois, o único em vigor:

 https://alcancaquemnaocansa1.blogspot.com/



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Até à presente data, foram lidos e razoavelmente "estudados" os seguintes livros: (ordem decrescente de nº posts)
  1. Jardim das Tormentas. (1913)
  2. Luís de Camões, Fabuloso*Verdadeiro. 1º volume(1950)
  3. Camões, Camilo, Eça e Alguns Mais. (1949)
  4. Alemanha Ensanguentada. (1935)
  5. Camões e o Frade na Ilha dos Amores. (1946)
  6. É a Guerra. (1934)

A vasta Obra de Aquilino Ribeiro ascende a MEIA GROSA de Livros!

… «A meia grosa de livros que escrevi foram de facto para mim, em tanto que obra de criação e exalçamento, como igual número de vinhas que plantasse. Nesta faina exaustiva tive de desatender à vida de relações, não cultivar como devia a amizade, remeter os meus à vis própria quando poderia com um pouco de arte, salamaleque, e o quantum satis da desvergonha cívica nacional, consagrada e triunfante, guindá-los a ministros ou banqueiros. Permiti ainda, levado na minha obsessão, que os gatunos oficiais e de mister me metessem as mãos nas algibeiras, os pirangas me ludibriassem, e toda a canzoada humana me ladrasse impunemente. Numa palavra, a vida utilitária, o arranjinho, a conveniência mundana nunca me roubaram um minuto de labor. Valeu a pena toda esta existência de sacrifício, de que ninguém se apercebeu, que ninguém me agradece, de que aliás ninguém me encomendou o sermão? Em minha consciência não sei responder. »

(Excerto da dedicatória do livro Quando os Lobos Uivam ao Dr. Francisco Pulido Valente, datada de Dezembro de 1958).


No dizer de Jorge Reis:
(o seu espólio daria trabalho por largos meses a um mosteiro de beneditinos!)

AQUILINO - Páginas do Exílio

(Cartas e Crónicas de Paris)

 2º Volume de 1927 a 1930

Recolha de textos e organização de Jorge Reis

Ilustrações de Leal da Câmara




Importa agora analisar e "mensurar" o que foi "alcançado" e o que está "por alcançar"!

De forma muito simples, os gráficos seguintes ilustram, grosso modo, e resolvem a questão.

Dados:
     Total de Livros = MEIA GROSA = SEIS DÚZIAS = 72
      "Alcançado" (posts) = MEIA DÚZIA

      



Resultado:

Ao fim de quase dois anos e meio, de mais de quatro centenas de posts, o "alcançado" (1/12) ainda não representa sequer UM DÉCIMO da MEIA GROSA da Obra Aquiliniana!...




«JUSTUM ET TENACEM» <==> AQUILINO RIBEIRO

 «JUSTUM ET TENACEM» - locução latina cujo significado é «justo e tenaz».

 Trata-se do fragmento de um verso das Odes, de Quinto Horácio Flaco (65 a. C.-8 a. C.), famoso poeta da Roma antiga, comummente conhecido como Horácio.





«JUSTUM  ET  TENACEM»

 

Frequento a sua Obra há mais de trinta anos; tive o privilégio de receber algumas cartas e de, cavaqueando, o acompanhar pelas ruas do Quartier Latin… Só agora, mercê da conferência que me foi proporcionada na Biblioteca Nacional de Lisboa, aquando do Centenário do seu nascimento, e do bosquejo que dela tirei para, de maneira anónima em acatamento às condições do concurso, o submeter ao júri da Associação Portuguesa de Escritores e do Instituto Português do Livro (AQUILINO EM PARIS, Ed. Vega), me dei conta do IDEÁRIO do autor de A CASA GRANDE DE ROMARIGÃES! Sancta simplicitas!


            A modos de desculpa, direi que nunca tive perante os trabalhos do Mestre a atitude lúcida do cientista: com a mala do regresso debaixo da cama, a curtir saudades e, sobretudo, a alimentar quimeras mais especiosas que as gárgulas da Notre-Dame (– “O Jorge quando voltar a Portugal, vai ter muitas desilusões…” – prevenia-me Maria Lamas num tom de voz tão repassado de tristeza que eu o atribuía às suas próprias condições de exílio realmente dolorosas), eu estava unicamente preocupado em captar-lhe a lição da língua e as críticas e rompantes contra as parvoiçadas nacionais, - que me deliciavam, a mim, enxovedo de um vilafranquismo atoleimado, porque as tomava como ferroadas no coiro do salazarismo… A árvore encobria-me a floresta do “Reino Cadaveroso” e só por um triz não passei à desbanda do verdadeiro Aquilino!


            Dizer que ele me honrou com preciosas horas de conversa e que – quem o poderá atestar? – talvez esperasse que lhe fizesse a pergunta essencial do nosso encontro: – “Mestre, como consegue viver em Portugal?  Mas eu sabia lá! Estava a mil léguas de formular uma tal interrogação porque só agora o seu IDEÁRIO adquiriu, para mim, a devida nitidez. Nesses anos, eu podia lá imaginar que o GIGANTE – rodeado pela família, pelos amigos, pelos admiradores – tivesse horas de dolorosa melancolia e de inquietação: “E se o Manuel Jardim falava acertado, quando me dizia que Portugal é um trágico suicídio histórico?”… “E se o Unamuno não generalizou quando pretendeu que somos um povo de suicidas?”…


Ah, se eu tivesse sabido esquadrinhar com inteligência a riquíssima Caverna de Ali-Babá que é a sua Obra!…


………………………..

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Como foi, pois possível que um tal ARTISTA tenha suportado (sem se contaminar) “a maneira que os portugueses têm de estar no mundo”; tenha conseguido viver numa “terreola que os líteras e quejandos, gregos e troianos, nacionalistas de rabo alçado, pretendem estolidamente que é a primeira do universo e que, em vez de ser uma PÁTRIA é uma TRIPA?” (*).  Um país – como lhe dissera Leal da Câmara com amargura depois de três anos e meio de estada em Lisboa – onde “não há lugar para artistas” e, de modo geral, para todos aqueles que passaram uns tempos em Paris?...


“Libertário Republicano” dos quatro costados, lúcida e exclusivamente enternecido pela “natureza e o camponês que, no fundo, não fazem mais do que um: terra”, manteve-se sempre na primeira linha da barricada, justum et tenacem, “dobrado sobre a banca de escritor” (o seu espólio daria trabalho por largos meses a um mosteiro de beneditinos!) recusando-se com aferro a não considerar a Soutosa como um Vale de Lobos ou um quarto de hotel de Bougie, – e quando lhe sucedia abeirar-se do poço das horas vagas, recuava para se refugiar sob o alpendre a fim de carpintejar umas tábuas, ou na cozinha onde (quiçá guiado por súbitas e imperecíveis saudades da lâmpada de álcool do Bairro Latino) se entregava à confecção de um prato com os mimos da horta e da capoeira… Para um ourives da palavra escrita, há lá melhor recreação do que afagar a madeira que acaba de ser aplainada ou seguir, com todos os sentidos espevitados, o apurar do pitéu com que vai regalar a família e os amigos e o seu próprio palato de gourmet, – que só é alcançado “por aqueles que passaram alguns dias sem comer, para não dizer que tiveram fome?!”…


Se um moço estudioso condescender em dar fé ao que escrevo, aproveite estas Páginas do Exílio e as OBRAS COMPLETAS… (de Hilário Barrelas) para decantar o IDEÁRIO de Aquilino Ribeiro: não enxergo tarefa mais empolgante para um jovem INTELECTUAL que a de oferecer tal análise de um ESPÍRITO LIVRE a um povo que, arrebanhado por mais que suspeitos pastores, anda por aí aos baldões sem lobrigar o que lhe reserva o dia de amanhã e que carece, como de pão para a boca, de Mestres de Pensamento!


Em conclusão, segundo a boa maneira latina,

                                                                                                          Vale!


                                                                                                                                 JORGE REIS

                                                                                                                      Paris, Março de 1988


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 (*) Ver  "LEAL DA CÂMARA" de Aquilino  Ribeiro   e   "AQUILINO EM PARIS"  de Jorge Reis  -- Ed. VEGA, Lisboa, página 112. 

AQUILINO - Páginas do Exílio

(Cartas e Crónicas de Paris)

 2º Volume de 1927 a 1930

Recolha de textos e organização de Jorge Reis

Ilustrações de Leal da Câmara





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Carta de Aquilino Ribeiro para Vitorino Nemésio de 25 de Abril de 1930


Meu prezado camarada:


... Palpito pela atitude da imprensa que o meu livro desagradou a gregos e troianos. Não dou pábulo ao nacionalismo de rabo alçado que encapela os nossos líteras e quejandos, cometendo o crime de não celebrar a nossa pobre terreola como a primeira do universo (...) A verdade é que cada vez me convenço mais que isso não é uma pátria, mas uma tripa. Com mágoa o penso e digo. Há uma coisa que me enternecer aí: a natureza e o camponês. No fundo, não fazem mais que um: terra. Os poetas, os políticos, os literatos na maioria, que detestável cambada!  (...). Não auguro nada do futuro de Portugal e do final desta trági-comédia. Sinto a nação a desfibrar-se da sua parte vital, a cédula que é a aldeia (...)
Se não fora o instinto e as luzes que nos chegam do estrangeiro, acabaríamos todos a fazer tamancos e, mais longe, com os vindouros, regressaríamos à tanga...

( página 112)

      «AQUILINO  EM  PARIS»  de  Jorge Reis  
(Ed. VEGA,  Lisboa.)


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Excerto da parte final do discurso escrito por AQUILINO em 1945 para um comício do MUD que a PIDE proibiu e que a Nova SEARA NOVA revelou no seu primeiro número:

"A literatura, em tanto que arte, é uma manifestação de homens livres e eu nunca vesti a libré de ninguém, nem do rei, nem do rico, nem do político, nem do cônsul. Eu sou humano, sou do povo"...


( página 118)

      «AQUILINO  EM  PARIS»  de  Jorge Reis  
(Ed. VEGA,  Lisboa.)


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Grupo fundador da Seara Nova, 1921. Da esquerda para a direita, de pé: pároco do Coimbrão (não pertencente ao grupo), Teixeira de Vasconcelos, Raul Proença, Câmara Reys; sentados: Jaime Cortesão, Aquilino Ribeiro e Raul Brandão


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Morte de José Maria FERREIRA DE CASTRO

FERREIRA DE CASTRO. (1898 -- 1974)

 José Maria FERREIRA de CASTRO, grande humanista e   genial escritor,  faleceu há 52 anos: 29 de Junho de 1974. 

 Estava internado no Hospital de Santo António, na   cidade  do Porto, em consequência dum "Acidente Vascular Cerebral" ocorrido em 5 de Junho  de 1974, na   vila de Macieira de Cambra. 

 Nasceu em Ossela (Oliveira de Azeméis) a 24 de Maio de   1898. 
 

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Importa consultar:

« Ferreira de Castro
um blogue para ir estando com o autor de A SELVA e os seus amigos de sempre: Assis Esperança, Jaime Brasil e Roberto Nobre (desde 30 de Abril de 2006)»
Autor: Ricardo António Alves,
Director do "Museu Ferreira de Castro", em Sintra.
https://visitsintra.travel/pt/visitar/museus/museu-ferreira-de-castro

   

Foto de Eduardo Gageiro.jpg

Foto de Eduardo Gageiro

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Descontinuação do SAPO Blogs. Encerramento do SAPO Blogs: a partir do dia 1 de julho, deixa de ser possível publicar ou editar blogs.

 

SAPOBLOGS

https://alcancaquemnaocansa.blogs.sapo.pt/


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       https://alcancaquemnaocansa.blogs.sapo.pt/

    A grande maioria dos "posts" constantes do Arquivo do blogue supra "a extinguir" a partir de 01-07-2026 foi tempestivamente transferida e incorporada no blog em vigor, desde Fevereiro de 2026:


    https://alcancaquemnaocansa1.blogspot.com/
    (plataforma Blogger)

    1.               Manuel M. Pinto
  53.                                            
    Vila Nova de Gaia, Junho de 2026.


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Encerramento do SAPO Blogs: a partir do dia 1 de julho, deixa de ser possível publicar ou editar blogs. Mais informações.

Descontinuação do SAPO Blogs

 

Olá,

 

Informamos que o serviço de alojamento de blogs do SAPO, em https://blogs.sapo.pt/, vai ser descontinuado no dia 30 de junho de 2026.


Descarregar e migrar conteúdos


Depois do dia 30 de junho, deixará de ser possível publicar ou editar qualquer blog no SAPO Blogs, pelo que sugerimos, desde já, que proceda à cópia dos seus conteúdos.


Para o efeito, pode usar a nossa ferramenta de exportação para gerar e descarregar para o seu dispositivo local um ficheiro com todos os conteúdos (textos e imagens) carregados para o SAPO Blogs.


Para um guia passo-a-passo, consulte a nossa página de ajuda.


Todos os conteúdos alojados no SAPO Blogs serão definitivamente eliminados, sem possibilidade de recuperação, depois de 30 de novembro de 2026.


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Se não acede ao SAPO Blogs há algum tempo, e não se lembra dos dados de autenticação, consulte a nossa página de ajuda para saber como pode recuperar o acesso à sua conta e descarregar os seus conteúdos.


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Estamos disponíveis para responder a quaisquer dúvidas que surjam, no nosso blog de Ajuda ou por e-mail, em sapoblogs@sapo.pt.


Cumprimentos,
A equipa do SAPO Blogs

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