sábado, 16 de maio de 2026

JOÃO ABEL MANTA

 

https://aviagemdosargonautas.net/2026/05/15/faleceu-joao-abel-manta-1928-2026/ 


FALECEU JOÃO ABEL MANTA (1928-2026)

 

Obrigado à Wikipedia

 

João Abel Manta foi um arquiteto, pintor, ilustrador e cartoonista português, reconhecido pela sua obra crítica e revolucionária durante o Estado Novo e a Revolução de Abril.

João Abel Carneiro de Moura Abrantes Manta nasceu em Lisboa, em 29 de janeiro de 1928, filho dos pintores Abel Manta e Maria Clementina Carneiro de Moura Manta Wikipedia. Cresceu em Santo Amaro de Oeiras, em um ambiente culturalmente rico, convivendo com intelectuais e viajando pela Europa, experiências que influenciaram profundamente sua formação artística Wikipedia+1. Estudou arquitetura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, concluindo o curso em 1951, e desde cedo se envolveu com movimentos de esquerda e de oposição à ditadura de Salazar e Marcelo Caetano, participando do MUD Juvenil

Wikipedia+1.

Carreira e Contribuições Artísticas

Inicialmente atuou como arquiteto, mas gradualmente direcionou sua carreira para as artes visuais, destacando-se como cartoonista e ilustrador político. Seus trabalhos publicados em jornais de grande circulação nos anos anteriores e posteriores ao 25 de Abril de 1974 documentaram e criticaram a situação político-social portuguesa, tornando-o uma das figuras mais relevantes da imprensa gráfica revolucionária Wikipedia+2. Durante o período do PREC (1974-1975), seus cartoons e cartazes foram amplamente difundidos, consolidando sua imagem como o “artista da Revolução” searanova.publ.pt+1.
Além do cartoonismo, João Abel Manta trabalhou com pintura, azulejaria, cerâmica, tapeçaria e cenografia, sendo reconhecido como um artista multifacetado RTP Ensina+1. Sua pintura, embora tardia, tornou-se foco principal de sua obra a partir da década de 1980, após a morte de seu pai e o abandono da arte gráfica hypotheses.org.

 

Reconhecimento e Legado

Manta recebeu prémios como o 1.º Prémio de Desenho na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961) e contribuiu para projetos arquitetônicos importantes, como o Conjunto Habitacional na Avenida Infante Santo e a Associação Académica de Coimbra, incluindo painéis em pedra gravada de sua autoria hypotheses.org. Sua obra é preservada em exposições e arquivos, como o Museu Abel Manta de Gouveia e coleções particulares, destacando-se pela combinação de crítica social, cultura popular e excelência artística snba.pt.

João Abel Manta permanece uma referência central na história das artes portuguesas do século XX, tanto pela qualidade estética de sua obra quanto pelo papel ativo na documentação e interpretação gráfica da luta pela liberdade e democracia em Portugal RTP Ensina+1.

Clique em:

João Abel Manta – Wikipédia, a enciclopédia livre

e em:

João Abel Manta: O Imaginador da Democracia – RTP Ensina


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«João Abel Manta era filho dos pintores Abel Manta e Maria Clementina Carneiro de Moura Manta. Foi casado com Maria Alice Ribeiro, de quem teve uma filha, Isabel Ribeiro Manta. Vive e trabalha em Lisboa.

"Filho único, [...] cresce numa casa de Santo Amaro de Oeiras [...] convivendo com alguns dos intelectuais mais importantes da época que se tornam amigos de seus pais",[2] como Manuel Mendes ou Aquilino Ribeiro; viaja longamente com os pais, conhece Espanha, Inglaterra, Holanda, mas serão sobretudos as viagens a Paris e Itália que o irão marcar.»



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«Muito divago sobre a missão do escritor. Como tudo neste Mundo é, na minha opinião, desprovido de finalidade e talvez até de senso, não é fácil assinalar um fim ao escritor. Que realize o mundo de beleza que traz em si, e é já alguma coisa. Quanto ao mais, que seja o que lhe apetecer, desde que não arme em fariseu, e não esteja nunca contra os simples de braço dado com os trafulhas, nem contra os fracos de braço dado com os poderosos. Nada me fará sacrificar aos gostos nem aos caprichos do público. Desejaria que a minha obra passasse as fronteiras, mas não sou impaciente nem sôfrego. Isso acontecerá se eu o merecer. Não é o espírito por natureza irradiante?»



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 [ * ] - Este inédito e muito importante documento "aquiliano" traduz e vale a sua última palavra quanto à estrutura legítima de trechos a seleccionar, por ele considerados os mais característicos da sua obra.

 Aquilino Ribeiro foi convidado a designar concretamente os textos ou fragmentos que, segundo o seu critério, melhor pudessem revelar as particularidades da sua obra.

 

Assim, através da sua carta de 16 de Agosto de 1962, respondeu:
«Meu Amigo:
Aí lhe mando a nota dos trechos que me parecem mais indicados para uma antologia dos meus trabalhos. Creio que sobejarão mesmo. Outras obras não foram tocadas e ficarão como reserva para o caso em que lhe seja preciso aumentar a selecção.»...


sexta-feira, 15 de maio de 2026

ANTOLOGIA _ A1 ( XXI - 49) - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro. 1950. Ensaio. «DO BERÇO À NAU S. BENTO» {c. VIII de XVIII} * [ vol. I ]

 

XXI - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro . 1950. Ensaio.

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«Àquela altura da vida, Camões, concedendo de barato que era um humanista consumado, não tivera ensejo de manifestar-se. Os tempos eram pouco propensos à intelectualidade....»

«Mas até pelas datas, verificadas por Storck, metendo em linha de conta o seu degredo e encarceramento no Tronco, se infere que a Luís de Camões falhou tempo para as gamberrias palacianas.»

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«Os biógrafos de Camões, devotos da sua glória temporal que não da sua vera glória efectiva, aproveitam-se, como sempre, de pequenas referências respigadas na Lírica, para erguer as suas construções babilónicas.»
 

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«Supor que D. Francisca de Aragão deu alguma vez mote e glosa a Camões é temerário. Ela devia dá-los a todos os poetas, a quem queria, não duma varanda como as freirinhas nos outeiros, mas trazidos para a publicidade por uma alcoveta, um pajem, um bobo. Era este, ao tempo, um dos entretenimentos das sécias. Entretenimento e gracinha. Não havia imprensa; a música era de fugir; com as classes em compartimentos estanques, o Mundo era um aquário; a imperiosidade do social ia fazendo os seus distúrbios e balbúrdias. Isto da glosa e do mote era uma forma do mexerico, à margem do protocolo.»
 

ANTOLOGIA _ A1 ( XXI - 48) - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro. 1950. Ensaio. «DO BERÇO À NAU S. BENTO» {c. VIII de XVIII} * [ vol. I ]

 XXI - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro . 1950. Ensaio.

BIBLIOGRAFIA

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«... Pois que cessara toda a obra de comprazimento no Paço e a competição poética, que vinha Camões ali cheirar? Em nome de quê, se na altura em que se deu esta viragem ia à volta dos quinze anos de idade e não tinha prosápia nem manifestara talento que o recomendassem, nem tampouco exercia função que ali o conduzisse?...
...
Os vates, os historiadores, eram tencionários de el-rei. Aquela academia de bom tom e centro de estudos, arcádia de poetas e escola de boas maneiras, onde se aprendia a graça palaciana sui generis, não passava daquilo, um alfobre de áulicos desdobrados de funcionários.
Luís de Camões encarnava algum daqueles requisitos? Que mester podia ter desempenhado na corte o impróvido escudeiro, filho de Simão Vaz, que nunca comandara nau, não floreava na Rua Nova cavalos persas, nem tinha na progénie, por accointance fortuita ou entrelaçamento de ramos, sangue real nas veias?»
 

(continua)

ANTOLOGIA _ A1 ( XXI - 47) - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro. 1950. Ensaio. «DO BERÇO À NAU S. BENTO» {c. VII de XVIII} * [ vol. I ]

 XXI - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro . 1950. Ensaio.

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«... A mãe do rapazinho era, em relação ao marido, D. Francisco de Noronha, uma jovem e esbelta moça quando ele já passava o equador da idade, maduro e avelhentado. Camões dedicou versos de género  vário a uma Violante. Como diabo se esqueceram de articular nos amores de Camões com a esposa de D. Francisco a razão deste desesperado e lírico penar camoniano? Foi escassez de fantasia lírica ou respeito pelos sagrados laços do himeneu? »

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ANTOLOGIA _ A1 ( XXI - 46) - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro. 1950. Ensaio. «DO BERÇO À NAU S. BENTO» {c. VII de XVIII} * [ vol. I ]

 XXI - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro . 1950. Ensaio.

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«O infante, a julgar pelo retrato que debuxam os cronistas e pelo seu falecimento precoce -- menos de ano e meio depois morria héctico --, devia ser mau calção.»


(continua)


ANTOLOGIA _ A1 ( XXI - 45) - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro. 1950. Ensaio. «DO BERÇO À NAU S. BENTO» {c. VII de XVIII} * [ vol. I ]

XXI - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro . 1950. Ensaio.

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BIBLIOGRAFIA

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«... que nela perderam a vida trezentos portugueses, incluindo D. Pedro de Meneses, o temerário capitão da fortaleza. Porque aparecera como sendo de Camões uma série de composições votadas a este nome -- em que era de boa prudência contar com os homónimos -- e posto lhe reservassem de modo inalterável o tratamento de senhoria, o que devia supor um glacis de permeio, vá de dá-los como unidos por estreita amizade a ponto de trocarem confidências e cuidados. A diferença de idade, onze anos, era sensível e humanamente impeditiva de tais relações. Assim raciocina o próprio Storck. Mas não valeu de nada. Era indispensável que Luís de Camões luzisse as suas armas lampassadas de vermelho, e que melhor parada que o palácio dos Linhares em Xabregas, onde havia de tudo, até uma D. Violante bonita, com fama de virtude e mal casada?!»

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(continua)



quinta-feira, 14 de maio de 2026

OPINIÕES e CRÍTICA LITERÁRIAS: «O ROMANCE DE CAMILO». Biografia e crítica: I, II e III Tomos (1956).


«O ROMANCE DE CAMILO». Biografia e crítica: I, II e III Tomos (1956). Nota Preliminar (1961)



Jornal do Comércio
RAUL REGO

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Diário de Lisboa
ROCHA JÚNIOR

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Diário de Lisboa
ÁLVARO SALEMA

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Voz de Portugal
JOÃO GASPAR SIMÕES

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JOÃO ABEL MANTA

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