«Oscilando entre um republicanismo combativo (com qualquer resquício do comunismo mítico de 93) e um arrogante individualismo, Aquilino ergueu-se à margem do psicologismo da Presença e, depois, do movimento neo-realista, que reivindicava, pelo menos em parte, como sua directriz de pensamento, as teorias do socialismo científico.
Mas rolaram os anos; a veneração ao insuperável mestre da língua, acrescida pela dignidade do seu comportamento cívico, foi dele aproximando, na prática da vida cultural e no encantamento da leitura, os expoentes do neo-realismo. Assim Aquilino se viu benquisto e rodeado por escritores como o Redol, o Alexandre Cabral, o Carlos Oliveira, o Namora e os que, mais novos uns anos, buscavam já o seu rumo estético noutras experiências e formas de narrar, mas igualmente vinculados à luta antifascista e à denúncia do sistema: o Cardoso Pires, eu, o Abelaira...
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