sexta-feira, 15 de maio de 2026

ANTOLOGIA _ A1 ( XXI - 49) - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro. 1950. Ensaio. «DO BERÇO À NAU S. BENTO» {c. VIII de XVIII} * [ vol. I ]

 

XXI - LUÍS DE CAMÕES - Fabuloso * Verdadeiro . 1950. Ensaio.

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«Àquela altura da vida, Camões, concedendo de barato que era um humanista consumado, não tivera ensejo de manifestar-se. Os tempos eram pouco propensos à intelectualidade....»

«Mas até pelas datas, verificadas por Storck, metendo em linha de conta o seu degredo e encarceramento no Tronco, se infere que a Luís de Camões falhou tempo para as gamberrias palacianas.»

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«Os biógrafos de Camões, devotos da sua glória temporal que não da sua vera glória efectiva, aproveitam-se, como sempre, de pequenas referências respigadas na Lírica, para erguer as suas construções babilónicas.»
 

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«Supor que D. Francisca de Aragão deu alguma vez mote e glosa a Camões é temerário. Ela devia dá-los a todos os poetas, a quem queria, não duma varanda como as freirinhas nos outeiros, mas trazidos para a publicidade por uma alcoveta, um pajem, um bobo. Era este, ao tempo, um dos entretenimentos das sécias. Entretenimento e gracinha. Não havia imprensa; a música era de fugir; com as classes em compartimentos estanques, o Mundo era um aquário; a imperiosidade do social ia fazendo os seus distúrbios e balbúrdias. Isto da glosa e do mote era uma forma do mexerico, à margem do protocolo.»
 

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