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FALECEU JOÃO ABEL MANTA (1928-2026)
João Abel Manta foi um arquiteto, pintor, ilustrador e cartoonista português, reconhecido pela sua obra crítica e revolucionária durante o Estado Novo e a Revolução de Abril.
João Abel Carneiro de Moura Abrantes Manta nasceu em Lisboa, em 29 de janeiro de 1928, filho dos pintores Abel Manta e Maria Clementina Carneiro de Moura Manta Wikipedia. Cresceu em Santo Amaro de Oeiras, em um ambiente culturalmente rico, convivendo com intelectuais e viajando pela Europa, experiências que influenciaram profundamente sua formação artística Wikipedia+1. Estudou arquitetura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, concluindo o curso em 1951, e desde cedo se envolveu com movimentos de esquerda e de oposição à ditadura de Salazar e Marcelo Caetano, participando do MUD Juvenil
Wikipedia+1.
Carreira e Contribuições Artísticas
Inicialmente atuou como arquiteto, mas gradualmente direcionou sua carreira para as artes visuais, destacando-se como cartoonista e ilustrador político. Seus trabalhos publicados em jornais de grande circulação nos anos anteriores e posteriores ao 25 de Abril de 1974 documentaram e criticaram a situação político-social portuguesa, tornando-o uma das figuras mais relevantes da imprensa gráfica revolucionária Wikipedia+2. Durante o período do PREC (1974-1975), seus cartoons e cartazes foram amplamente difundidos, consolidando sua imagem como o “artista da Revolução” searanova.publ.pt+1.
Além do cartoonismo, João Abel Manta trabalhou com pintura, azulejaria, cerâmica, tapeçaria e cenografia, sendo reconhecido como um artista multifacetado RTP Ensina+1. Sua pintura, embora tardia, tornou-se foco principal de sua obra a partir da década de 1980, após a morte de seu pai e o abandono da arte gráfica hypotheses.org.
Reconhecimento e Legado
Manta recebeu prémios como o 1.º Prémio de Desenho na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961) e contribuiu para projetos arquitetônicos importantes, como o Conjunto Habitacional na Avenida Infante Santo e a Associação Académica de Coimbra, incluindo painéis em pedra gravada de sua autoria hypotheses.org. Sua obra é preservada em exposições e arquivos, como o Museu Abel Manta de Gouveia e coleções particulares, destacando-se pela combinação de crítica social, cultura popular e excelência artística snba.pt.
João Abel Manta permanece uma referência central na história das artes portuguesas do século XX, tanto pela qualidade estética de sua obra quanto pelo papel ativo na documentação e interpretação gráfica da luta pela liberdade e democracia em Portugal RTP Ensina+1.
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João Abel Manta – Wikipédia, a enciclopédia livre
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«João Abel Manta era filho dos pintores Abel Manta e Maria Clementina Carneiro de Moura Manta. Foi casado com Maria Alice Ribeiro, de quem teve uma filha, Isabel Ribeiro Manta. Vive e trabalha em Lisboa.
"Filho único, [...] cresce numa casa de Santo Amaro de Oeiras [...] convivendo com alguns dos intelectuais mais importantes da época que se tornam amigos de seus pais",[2] como Manuel Mendes ou Aquilino Ribeiro; viaja longamente com os pais, conhece Espanha, Inglaterra, Holanda, mas serão sobretudos as viagens a Paris e Itália que o irão marcar.»
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[ * ] - Este inédito e muito importante documento "aquiliano" traduz e vale a sua última palavra quanto à estrutura legítima de trechos a seleccionar, por ele considerados os mais característicos da sua obra.
Aquilino Ribeiro foi convidado a designar concretamente os textos ou fragmentos que, segundo o seu critério, melhor pudessem revelar as particularidades da sua obra.
Assim, através da sua carta de 16 de Agosto de 1962, respondeu:«Meu Amigo:Aí lhe mando a nota dos trechos que me parecem mais indicados para uma antologia dos meus trabalhos. Creio que sobejarão mesmo. Outras obras não foram tocadas e ficarão como reserva para o caso em que lhe seja preciso aumentar a selecção.»...

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