I - Jardim das Tormentas. 1913

... Uma manhã, afinal, que os cântaros cheios pediam besta de maior fôlego, deu com a carga no chão. O Cleto, diante do leite entornado, saltou nele às arrochadas. Zurziu, zurziu até lhe doer o braço. Lascou-lhe o pau nos ossos. Mas o cavalo por mais esforços que fizesse, soltando roncos e escabujando, não conseguiu firmar-se nos curvilhões podriqueiros. O dono puxou-o ainda pela cabeçada, pelo rabo, pelas orelhas: ele deu bem provas que o não fazia por manha. Por várias vezes tentou fincar os cascos, lavrou terra para um quartel de cebolas, até que desfalecido, inerte, abateu para o lado, a dentuça em arreganho a filtrar uma baba sanguinolenta.» ...
(continua)
https://archive.org/details/glossriosucint00gomeuoft/mode/1up?ref=ol&view=theater
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