«CAMÕES, CAMILO, EÇA E ALGUNS MAIS». Ensaios de Crítica Histórico-Literária. Primavera de 1949.

«As duas edições do pelicano estão inçadas de erros. Como se explica?»...
(Continuação)
«A seguinte tábua acusando alguns dos erros duma edição, emendados noutra, derrama luz mais que suficiente sobre o controvertido problema:



«Acontece ainda que das duas edições, a mais rara é aquela cuja portada ostenta o pelicano a olhar para a direita. A Biblioteca Nacional de Lisboa possui desta apenas um exemplar e 4 da outra; o British Museum possui daquela também um só exemplar completo e outro mutilado. Possuem ainda a espécie que reputamos segunda: a Bodleiana, o Ateneu Comercial do Porto, a Sociedade Martins Sarmento, a Biblioteca Nacional de Paris, a Biblioteca da Academia das Ciências e a Biblioteca Nacional de Nápoles; um exemplar incompleto o Conde de Avilez.»


Imagem extraída do:
«DICIONÁRIO de LUÍS de CAMões»,
Coordenação de Vítor Aguiar e Silva,1ª edição (Setembro de 2011).
Editorial Caminho.

«A pedra-ara de Portugal deve ser pois aquela edição, de que restam raríssimos exemplares, cuja portada ostenta o pássaro mitológico a olhar para a direita do observador, tarjas a lembrarem as colunas dos velhos altares arruinados, e que a megalomania nacional pretendeu enjeitar por espúria, pervertida, contrafeita e até criminosa em sua desdita textual e gráfica.»
A EDIÇÃO PRINCEPS (ORIGINAL)

Imagem extraída do:
«DICIONÁRIO de LUÍS de CAMões»,
Coordenação de Vítor Aguiar e Silva,1ª edição (Setembro de 2011).
Editorial Caminho.* * * * * * * * * *
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