sexta-feira, 8 de maio de 2026

«CAMÕES E A SUA MÁ ESTRELA». "O rufião de Sevilha e Leonardo, o enamorado". 1949. [ 9 ]


«CAMÕES, CAMILO, EÇA E ALGUNS MAIS». Ensaios de Crítica Histórico-Literária. Primavera de 1949.


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... «O poema tem mesmo de considerar-se como um dos tombos do português.»

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«... Destoa ainda decantando uma personagem de ficção pura e não histórica ou com base na lenda. Mas o traçado acusa um realismo sólido, com aquele compósito mitológico  tão ao gosto da época e do poeta.»

«A batalha de Aljubarrota bate seu auge.


«Já pelo espesso ar os estridentes

Farpões, setas e vários tiros voam;
Debaxo dos pés duros dos ardentes
Cavalos treme a terra, os vales soam.
Espedaçam-se as lanças, e as frequentes
Quedas co'as duras armas tudo atroam.
Recrecem os imigos sobre a pouca
Gente do fero Nuno, que os apouca.
Os Lusíadas,  IV. 31.

 

«Baqueiam Velasquez e Sanches de Toledo, o monteiro e o letrado; baqueia Guevara, enlambuzado de sangue. Chegou a hora de

Salazar, grão taful e o mais antigo
Rufião que Sevilha então sostinha,
A quem a falsa amiga, que consigo
Trouxe, de noite, só, fugido tinha.

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(continua)

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