quarta-feira, 29 de abril de 2026

« OS LUSÍADAS », CANTO III {(143 estâncias) ; (1.144 versos)}

 

LUÍS DE CAMÕES [ 1524 (?) -- 1580 ]


https://www.rtp.pt/play/palco/p14060/e810409/os-lusiadas


Os Lusíadas

Canto III - Carla Gomes 

21 nov. 2024

Série inserida nas comemorações dos 500 anos de Luís de Camões que consiste na interpretação dos 10 cantos por 10 atrizes em 10 locais distintos. Numa era pós-colonialista, ouviremos as palavras, durante tantos séculos cristalizadas num só sentido, ditas em relação com a nossa atualidade. A finalidade é confrontar o texto com 500 anos com o tempo presente e perceber que reverberação estas mesmas palavras terão nos dias de hoje, num Portugal 2024. Consoante o conteúdo de cada Canto, uma atriz interpreta-o num local que retrate a nossa sociedade moderna e, de alguma forma, o nosso País.

 

Play - Os Lusíadas
1h

Artes e Cultura

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Canto III - Carla Gomes

2a Invocação
O poeta pede mais inspiração às ninfas

Narração
Vasco da Gama começa o seu relato:
Geografia da Europa e de Portugal;
História: Viriato; Afonso Henriques; Batalhas; Sancho I; Afonso II; Sancho II; Afonso III; D.Dinis; Afonso IV; formosíssima Maria; Batalha do Salado...


  

 CANTO III 
 
  1.   
Agora tu, Calíope, me ensina
O que contou ao Rei o ilustre Gama;
Inspira imortal canto e voz divina
Neste peito mortal, que tanto te ama.
Assim o claro inventor da Medicina,
De quem Orfeu pariste, ó linda Dama,
Nunca por Dafne, Clície ou Leucotoe,
Te negue o amor devido, como soe.
 

          
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  143.   
Quem viu um olhar seguro, um gesto brando,
Uma suave e angélica excelência,
Que em si está sempre as almas transformando,
Que tivesse contra ela resistência?
Desculpado, por certo, está Fernando,
Para quem tem de amor experiência;
Mas antes, tendo livre a fantasia,
Por muito mais culpado o julgaria.




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